Autismo – como identificar os primeiros sintomas
O Transtorno do Espectro Autista (TEA), mais conhecido como autismo, é um transtorno de desenvolvimento que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir. De acordo com estudo divulgado pelo CDC (Center of Diseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, uma criança a cada 100 nasce com o TEA.
Classificações
Segundo a presidente do Departamento Científico de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a médica Liubiana Arantes de Araújo, as manifestações do TEA são classificadas em leve, moderada e grave.
“O TEA leve é característico do paciente que não apresenta atrasos significativos. No geral, eles se comunicam e mantém suas atividades da vida diária e possuem um nível de interação social. Podem apresentar estereotipias, porém menos evidentes”, explica. “O TEA grave é representado pelo paciente com grande déficit. A comunicação e interação social são precárias. Eles apresentam comportamentos repetitivos muito intensos, podem se auto agredir, possuem uma rigidez grande a rotinas e podem ter estereotipias mais incapacitantes, tais como correr de um lado para o outro, balançar o corpo e as mãos”, acrescenta. “Já o TEA moderado apresenta um meio termo entre as duas condições. A determinação sempre depende da avaliação médica”, complementa a médica.
Entre as características desses pacientes é que são bastante literais e têm dificuldades para compreender o sentido figurado, conforme Liubiana. “Há também pouca expressão social e capacidade de entender a empatia, pois a habilidade de se colocar no lugar do outro é pouca desenvolvida no cérebro. Geralmente, falam o que pensam, não percebem se o outro está triste ou cabisbaixo”, frisa.

Identificando sintomas
Nos primeiros meses de vida já é possível identificar alguns sintomas. Segundo o médico psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o olhar é extremamente importante para demonstrar o vínculo materno, por exemplo. “Enquanto é amamentado, o autista pode não fitar a figura da mãe e ter um olhar perdido”, explica.
Outro comportamento que merece atenção é quando a criança aceita o colo de qualquer pessoa. “Com 8 meses, a criança costuma estranhar quem não é do seu convívio e até chorar, mostrando que está insatisfeita. Já um autista sente-se igualmente confortável com qualquer um”, lembra o psiquiatra.
Outros sintomas: choro quase ininterrupto, inquietação constante ou ao contrário, apatia exacerbada, incomodo com toque, sons, texturas de alimentos, ausência da fala, aparente surdez, atraso no sorriso.
Tratamento
Após o diagnóstico, o médico indicará o tratamento para o autismo, já que não existe cura. Mas um tratamento precoce, intensivo e apropriado melhora muito a perspectiva de crianças pequenas com o transtorno.
O principal objetivo do tratamento é maximizar as habilidades sociais e comunicativas da criança por meio da redução dos sintomas do autismo e do suporte ao desenvolvimento e aprendizado. Entre as alternativas estão: terapias de comunicação e comportamento, medicamentos, terapia ocupacional, fisioterapia, terapia do discurso/linguagem, entre outros.
Incentivo em casa
Importante lembrar, que a identificação dos sintomas acima citados não significa que seu filho é autista. Só um médico especialista pode fazer esse diagnóstico. Mas se você notar algumas alterações, procure ajuda o quanto antes. Além dos tratamentos, também é importante dar continuidade ao trabalho em casa. Incentive seu filho, ensine a se vestir, escovar os dentes, a comer sozinho, dê mais autonomia a ele.
A presença da mãe, do pai, e demais familiares é de suma importância, pois são crianças como qualquer outra, que merecem brincar, se divertir, apenas possuem uma forma diferente de pensar, perceber o mundo e agir.
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